Caracas, 2 de setembro de 2026 — A cúpula militar venezuelana expresou nesta terça-feira, 1 de setembro de 2026, o seu respaldo oficial ao acordo petrolero firmado entre Venezuela e Estados Unidos, e negou que tal pacto implique uma “subordinação” frente à Casa Branca. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Gustavo González López, após um encontro com a presidente interina, Delcy Rodríguez, no Palácio de Miraflores, em Caracas. O acordo autoriza Washington a controlar mais de 20 % das reservas de petróleo venezuelanas durante 25 anos. A importância desta celebração reside no fato de que a instituição militar, até então silenciosa, se alinha publicamente com decisões do Executivo que têm forte impacto sobre a soberania nacional. Esse gesto oficial ocorre no momento em que se discute dentro e fora do país se o pacto preserva ou não a autonomia venezuelana diante do poder estrangeiro.
Cúpula militar: cooperação económica, não subordinación
Gustavo González López afirmou que o acordo é uma decisão para promover a paz e não parte de um processo de submissão externa. Ele disse: “Transformar uma diferença política em um acordo de cooperação económica é somente uma decisão de ir à paz, não é uma subordinación.”
Em sua análise, as Forças Armadas venezuelanas não identificaram no texto do acordo nenhum elemento que ameace a soberania ou estabilidade nacional. O ministro defendeu que os termos garantem que as infraestruturas estratégicas permanecerão protegidas, e que os ativos do Estado continuarão sob controle venezuelano.
Parlamento ratifica acordo e destaca soberania e benefícios
- Vigência do acordo: estabelecida em 25 anos para o desenvolvimento dos campos petrolíferos estratégicos.
- Objetivo de produção: adicional de 1,5 milhões de barris por dia.
- Empregos gerados: estimativa de 3,6 milhões de postos de trabalho diretos, indiretos e adicionais.
- Soberania ratificada: o pronunciamento legislativo declara a soberania e a propriedade estatal sobre os recursos como inalienáveis, mesmo com a participação americana no controle proporcional de reservas.
Especificações do acordo e reservas envolvidas
O acordo abrange 17 campos petrolíferos estratégicos, cujas reservas comprovadas são estimadas em cerca de 65.000 milhões de barris.
Quanto aos ganhos para o Estado, com base num preço hipotético de US$ 65 por barril, prevê-se que o governo venezuelano arrecade aproximadamente US$ 209.335 milhões em impostos, direitos e regalías ao longo desse pacto.
Transição e debates anteriores
O pacto surge quase oito meses depois da captura de Nicolás Maduro pelas forças militares estadunidenses, evento que antecedeu e motivou uma reordenação no poder interino na Venezuela sob Rodríguez.
No fim de agosto, Delcy Rodríguez também defendeu que o país manterá a “propriedade e soberania” sobre seus recursos, apesar de permitir que os EUA exerçam controle sobre parte das reservas.
Este artigo baseia-se em informações de fontes públicas disponível ao momento de sua publicação.
