Irán anuncia zona marítima de “prohibición” cerca do Estreito de Ormuz

07 de setembro de 2026. Irán anunciou que declarará nos próximos dias uma zona marítima “proibida” adjacente ao Estreito de Ormuz, controlada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. A medida será aplicada a embarcações que tentem transitar pela área sem coordenação com Teerão, segundo disse Mohsen Rezaei, secretário desse conselho, à televisão estatal. Qualquer navio que entre nessa zona será incluído na lista de sanções do Irã.

Mohsen Rezaei define os limites da zona desde a linha do bloqueio naval americano

Rezaei afirmou que a zona começará “da linha onde se inicia o bloqueio naval dos EUA” e se estenderá até o Golfo Pérsico, incluindo áreas fora do Estreito de Ormuz.

Ele advertiu que navios que entrem nessa região, sem autorização ou coordenação com o governo iraniano, serão sancionados – as sanções afetariam seguro, risco de passagem futura pelo estreito e reputação internacional.

Contexto das tensões recentes com os Estados Unidos e consequências imediatas

  • Escalada militar: No fim de semana foram relatados ataques mútuos entre Irã e Estados Unidos, envolvendo foguetes contra navios de guerra americanos e represálias com bombardeio de petroleiros iranianos por parte dos EUA.
  • Reações verbais de Teerã: O presidente legislativo Mohammad Baqer Qalibaf declarou que “a era das respostas proporcionais terminou” e prometeu retaliações “mais rápidas, intensas e dolorosas”.
  • Declarações dos EUA: O Comando Central norte-americano negou uma acusação iraniana de ataque a um veículo naval não tripulado no Estreito de Ormuz, descrevendo-a como “uma mentira completa”.

Proposta de nova rota marítima com Omã e controle conjunto do tráfego

Além do anúncio da zona proibida, Rezaei informou que Irã e Omã firmarão nos próximos dias um acordo para uma nova rota de navegação através de Ormuz, cujos pontos de entrada e saída ficarão sob controle iraniano.

Segundo ele, o Estreito de Ormuz está “completamente fechado e sob o controle das forças armadas” do Irã, ao tempo que classificou como “uma grande mentira” a afirmação dos Estados Unidos de que o estreito permanece aberto.

Este artigo se baseia em informação de fontes públicas disponível ao momento de sua publicação.

Autor

Por Xornal Galego

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